Nem bem finalizamos "Harry Potter e a Pedra Filosofal" e a Srta. Lully já começou a pedir pelo próximo livro. Mais uma vez, precisei recorrer ao Kindle para a leitura (e pensar que já tive os quatro primeiros volumes em casa...).
"Harry Potter e a Câmara Secreta" foi lançado em 1998 no Reino Unido, e conta como foi o segundo ano de Harry, Rony e Hermione em Hogwarts. Como sempre, os três jovens bruxos se metem em diversas confusões, desta vez na tentativa de desvendar o mistério da lendária Câmara Secreta.
"Efeitos Colaterais" da Leitura - Minha pequena está fascinada pelo universo de Harry Potter. Dias atrás, por exemplo, eu a flagrei correndo com uma vassoura de piaçava entre as pernas e um hashi na mão esquerda à guisa de varinha.
Para completar, nossas conversas estão ficando cada vez mais ininteligíveis para as pessoas ao redor. Lully e eu gostamos de discutir diversos aspectos às vezes um tanto obscuros do livro, como por exemplo qual seria a raça da Madame Nor-r-ra, a detestável gata de Argus Filch, zelador de Hogwarts (que, pelo menos nos filmes, é uma Maine Coon).
Outra coisa: às vezes me esqueço que a Lully tem apenas 8 anos. Toda escola tem suas lendas, e como era de se imaginar, a pequena vive com medo da temível "loira do banheiro". Acontece que, para a minha infelicidade, acabei mencionando que neste livro apareceria pela primeira vez a "Murta-que-Geme", versão de Hogwarts para este mito. O resultado é que a Lully ficou com medo da Murta também.
O medo durou até que Harry, Rony e Hermione se deparassem com a fantasminha pela primeira vez (na festa de aniversário de morte de Nick Quase-sem-Cabeça). Ao ver a pobre alminha sofrer bullying por parte de Pirraça (o "poltergeist" do castelo de Hogwarts), a Lully acabou até mesmo simpatizando com a personagem!
Também baseado neste episódio, foi possível tratar sobre o preconceito, um tema infelizmente cada vez mais atual. Quando o maldoso Draco Malfoy aponta para Hermione chamando-a de "Sangue Ruim" (bruxa nascida de pais não mágicos), vemos a irritada reação de Rony Weasley, que parte para cima do outro garoto.
A Lully ficou intrigada com esta reação, então aproveitei para fazer um link para a realidade. Conversamos brevemente sobre amigos nossos que já sofreram com o preconceito racial e com a homofobia. Seria certo discriminar alguém simplesmente por ter nascido diferente de você? Claro que não!



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